Um oficial de justiça e agentes da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal apreenderam quatorze bois em uma propriedade em Nova Esperança, na manhã deste sábado (15).
A apreensão obedeceu a uma ordem de busca e apreensão emitida pelo Ministério Público de Nova Esperança contra os animais, que pertencem a Angela Aguilera Peres Guino, por eles colocarem a segurança dos motoristas da BR-376 em risco na região próxima à balança da Viapar em Nova Esperança.
Angela usava uma propriedade abandonada, onde funcionava um antigo Parque de Rodeio em Nova Esperança, para abrigar os animais, mas eles escapavam com frequência e seguiam para a rodovia, o que poderia resultar em acidentes. Segundo a Viapar, dos seis acidentes ocorridos neste ano nas rodovias pedagiadas pela concessionária envolvendo animais, dois foram nesse trecho de dois quilômetros próximo a Nova Esperança – e envolveram animais de Angela (o último aconteceu no dia 10 de maio).
No momento da apreensão, Angela admitiu que cria os animais, mas não tem uma propriedade rural e os cria na beira da rodovia. Entretanto, ela alega que os animais haviam sido vendidos para o Frigorifico Caiuá, de Nova Esperança, embora não tenha apresentado nenhum documento comprovando a venda. Ela também alegou que o boi que causou o acidente do dia 10 não era dela, mas funcionários da Viapar que participaram da ação reconheceram o animal, que, ferido, ainda mancava.
Angela fez um acordo com o MP no final de abril se comprometendo a manter os animais presos e depois vendê-los. No dia 10 de maio, houve novo acidente envolvendo os animais, o que resultou em na ação de busca e apreensão. Segundo o oficial de justiça Wilson Yoshio Saito, os bois foram entregues para a Viapar, que vai encaminhá-los para a Sociedade Protetora dos Animais de Paranavaí. "A proprietária tem condições jurídicas de reaver os animais, mas não poderá mantê-los num raio de 3 mil metros da balança da Viapar . Ela tem 15 dias para entrar com a defesa", diz.
O Diario do Maringa
|